domingo, 27 de abril de 2008

Padronização dos serviços bancários: urrú!

Caras colegas, caros colegas... Quem já se habilitou a ler as tarifas de serviços bancários já deve ter se sentido de forma semelhante quando se confere bula de remédio. Trata-se de um conteúdo difícil de entender.

Algo positivo que o Conselho Monetário Nacional definiu ano passado foi o fim desta quizumba. A partir de 2 de maio, todos os bancos terão um grupo de serviços que serão gratuitos e outros cobrados. A nomenclatura será a mesma dos serviços e a padronização tornará mais fácil o cliente descobrir se, de fato, o banco ao lado oferece um serviço mais em conta que o seu. Se quiser, veja um "resumo" do Real.

Muito importante: vale ficar de olho no que mais o seu banco está oferecendo. Há uns "extras" bem simpáticos. Até o fim deste mês, há quem tenha direito a alguns poucos saques em caixas 24 horas e muitos saques no caixa eletrônico no banco. O saque em instituições da "rede compartilhada" é cobrado - o que significa que um saque no concorrente do banco incide em uma taxa por transação.


Na virada do mês, esse mesmo correntista terá direito a mais de 20 saques, independentemente de serem direto na instituição onde tenho conta, rede compartilhada ou banco 24 horas. Parece brincadeira, não?



Inside the Bank Vault, upload feito originalmente por Old Shoe Woman.

sábado, 26 de abril de 2008

Inflação, rendimento e poupança

Se a poupança sempre rende um pouquinho, mesmo que um pouquinho mesmo, significa que sempre se ganha dinheiro, certo?

Embora o saldo mensal esteja sempre crescente, isso não é bem verdade. Quando descontamos a inflação - e olha que o IPCA-15 subiu um monte - podemos perceber que o dinheiro que temos ali vale menos do que há 30 dias.

Uso poupança como exemplo, mas isto é aplicável a qualquer tipo de investimento: renda fixa, imóvel, ações, etc.

A dica é essa: leve sempre em consideração o bafo do dragão...

PS: Saiba mais sobre os índices de inflação.


quinta-feira, 17 de abril de 2008

Se a finança é pessoal, então não é para ser "pública"

Os seus recursos e a maneira como você investe são do seu interesse e de mais ninguém. Se se trata de um investimento em conjunto, como seu e do seu namorado para rachar uma viagem ou comprar um apê, aí é algo do interesse de ambos.


Fora deste grupo, compartilhe suas decisões financeiras com discrição ou com quem pode contribuir para dar uma outra visão sobre como você poderia agir. Falo isso porque sou meio paranóica. Não é porque tenho muito não. É porque tenho pouco! E detesto olho gordo!!!


E, com o mundo eletrônico, devemos nos cuidar para que a falta de malícia não faça dados sobre nossa grana caírem na rede. Assim, algumas dicas reais e virtuais para ser mais discreta(o) ainda e evitar que dados financeiros virem algo público:
  • evite acessar o internet banking do computador do trabalho;
  • jamais entre no internet banking em um micro de um evento ou de uma LAN house;
  • suspenda a entrega de extratos e peça para o banco enviar por e-mail - que só é acessado com uma senha sua;
  • não faça uma fotocópia do cartão de senhas do banco e pendure na frente de seu PC - conheço gente que faz isso!
  • não guarde papel com a senha do seu cartão do banco junto ao cartão! – também conheço quem faça isso!
  • não use o celular de um terceiro – e muito menos um desconhecido – para usar o "banco por fone".

Fundo de investimento: que bicho é esse

Olha, eu tava pensando em fazer um post bem didático sobre fundos de investimento. O que são, como funcionam, como se valorizam e por aí vai. Durante minhas pesquisas, contudo, conheci um post de um blog muito bom em finanças pessoais. Assim, dou a deixa para o Monaco online. Espero que gostem!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Não ajude os velhinhos!


Angry Old Man, upload feito originalmente por MiniTar.

Calma, calma... Não tenho nada contra a terceira idade, que os politicamente corretos insistem em chamar "melhor idade". Engraçado... Até hoje não ouvi ninguém na terceira idade dizer que está na "melhor idade". Mas deixa isso para lá.

A orientação do título se refere aos velhinhos que pedem ajuda nas filas de bancos. Em geral, as instituições bancárias forçam a amizade em esperar que os idosos se virem com caixas automáticos com mais de 100 opções em alguns casos. É complicado para a gente, imagina para eles!

Sei que é tentador ajudá-los e já fiz isso umas duas ou três vezes. Mas então senti um certo peso na consciência. O pepino é que eles passam a confiar em gente com cara de boa moça e bom moço. E como trambiqueiro nem sempre tem cara de trambiqueiro, já viu, né? Desta forma, garanta a aposentadoria de quem te pede ajuda para digitar a senha ou ler alguma coisa no caixa automático. Pegue pelo braço um funcionário do banco para ajudar o velhinho.

domingo, 13 de abril de 2008

Previdência: tempo é dinheiro

Caros e caras colegas, muito se diz que tempo é uma variável essencial em qualquer investimento. Quanto mais cedo se começa, mais se acumula ao longo dos anos. Nada poderia ser mais verdade do que no caso da previdência privada, que deverá garantir o ganha-pão durante a aposentadoria.

A aposentadoria está, de uma maneira geral, a "décadas de distância" de qualquer preocupação. Assim, o que nos leva a discutir isso agora? Volto ao ponto do título: tempo.

Uma previdência privada que tenha o papel de complementar a renda durante a aposentadoria não deve ser iniciada aos 46 do segundo tempo. Deixar para depois é um erro que irá inviabilizar esse tipo de abordagem financeira. Para se ter uma previdência, começa-se cedo. Se você não tem, recomendaria, na boa, que adquirisse o quanto antes. O tempo trará os ganhos dos juros renderem sobre os juros obtidos com o capital acumulado. É a ciranda financeira girando a seu favor – o oposto de quando se contrai um empréstimo...

Há previdências para todos os perfis: agressivo, moderado e conservador. Particularmente, não tenho nada em apostar em um agressivo hoje, que distribui 49% do capital acumulado em ações e outros títulos variáveis. Se em um ano perde-se, quem sabe se ganhará nos anos seguintes. Ao olhar para trás, verá-se que se ganhou mais do que se perdeu. Pelo menos é isso que acontece com investimento em ações por mais de 10 anos.

Faça uma simulação via web de previdência e veja só como o tempo influencia!


domingo, 6 de abril de 2008

O Ibovespa subiu. É hora de voltar para a Bolsa?

Com a alta de sexta-feira, 4/4/08, o Ibovespa encerrou a semana com a melhor variação desde agosto de 2007, aponta o Estadão. É agora que muita gente se pergunta: chegou a hora de investir na bolsa?

Você já deve ter ouvido a história de comprar na baixa e vender na alta. A dureza de seguir tal conselho é identificar quando se chegou ao teto para se livrar de um papel ou ao piso para adquirir a ação. Já falei em diversos posts que esta é uma decisão que eu "terceirizo". Afinal, invisto em fundos. Contudo, tenho a opção de arrancar tudo da renda variável em ações e jogar para algo menos palpitante, como poupança.

Bom, então como saber que agora é um bom momento para investir? Em geral, o bom investidor não espera o céu ficar de brigadeiro para tomar sua decisão. Ele faz isso antes, quando as coisas estão meio nebulosas. Ele aposta tendo em vista percepções dele e de terceiros sobre o mercado e aquele papel ou investimento que está realizando. Quando as coisas ficam melhores, aí percebe-se um movimento "boiada", todo mundo seguindo um ao outro. Infelizmente, vez ou outra surge um fato, como a crise hipotecárias nos EUA, que faz que a porteira estoure e todo mundo se desfaça de seus investimentos antes do previsto, muitas vezes, com prejú.

Seguindo o que já falei aqui, eu recomendo investir sempre se não for precisar da grana em curto prazo. Investimento especulativo, na boa, não é comigo...




Hmmm... Será que esta ação já passou do ponto?