quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Missão 2008: financiar um imóvel

Vou dar uma parada nas brincadeiras para abordar um pedido de uma colega. Ela pretende dar um grande passo em 2008 e adquirir a casa própria dela. Bom, eu mesma ainda pretendo realizar este sonho daqui alguns anos, mas acho que aprendi muito com meus familiares sobre o tema. A pergunta da minha amiga é simples: qual a melhor opção para financiar um imóvel?

Resposta: depende, a meu ver, do seu perfil e de quanto terá de emprestar para financiar o imóvel. Informar-se é fundamental, então reuni aqui uns links para o HSBC e o Real. De quebra aqui vão algumas dicas.
  1. evite financiamento longo demais – entendo que não é uma maravilha financiar 100% de um imóvel, pois mesmo taxas mais leves de 9% ao ano fixa aumentam em muito o valor de um imóvel ao longo dos anos. Exemplo: com a cobrança de juros sobre juros, 9,0% em uma ano mais 9,0% em outro ano não dá 18,0% por dois anos. Dá 18,81%. E 0,81% sobre um dívida de R$ 200 mil representa R$ 1620 a mais na dívida. Desta forma, recomendo guardar uma boa quantia para um sinal.
  2. comprar na planta é algo que me dá medo. Muita gente faz e é, no fim, uma coisa muito sensata. Ao invés dos seus recursos serem usados para comprar um imóvel prontinho e também todos os custos financeiros para construí-lo, você começa a bancar a construção desde o início. O resultado é que, teoricamente, o cliente mata uma série de gastos financeiros da obra. O construtor, por exemplo, não terá de recorrer a um empréstimo para levantar um prédio sem saber por quanto venderá cada unidade. O construtor usará os recursos dos próprios moradores. O que me dá um frio na espinha nestes projetos é que você está comprando algo que, até então, não existe. Um colega meu sofreu com falência de uma incorpordora. Aguardou por anos por um ressarcimento e conseguiu, mas não sei se foi integral e com os merecidos juros. Para mim, contudo, ficou um pouco o trauma...
  3. não trapaceie na renda mensal. Há quem faça de tudo para provar ao banco que tem uma renda familiar superior a real para obter o empréstimo para o imóvel. Comprometer mais de 30% da renda mensal pode ser um fim a diversos outros projetos pessoais e profissionais relevantes, tais como viajar e estudar. Além disso, uma eventual perda de rendimento seria o caos!
  4. outras alternativas. Se possível, disclipline-se para guardar uma boa quantia para um sinal gordo. Outro caminho é pensar em um consórcio imobiliário, o qual já comentei aqui.

Se tiver alguma orientação, por gentileza, comente. Afinal, ninguém quer que o sonho do imóvel vire um monte de ruínas...

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Terça-insana reflete sobre o Natal

A trupe do Terça Insana trabalhou em um vídeo exclusivo para o UOL sobre o Natal. Encarnando patricinhas, motoboys, camelôs bolivianos e gente paupérrima, o resultado é uma produção bem, bem humorada e muito ácida. Vale a pena!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Um Gatorade bem estranho...

Dando continuidade aos posts leves de fim de ano, segue um 100%. Nos Estados Unidos, o Daily Show é um dos programas humorísticos mais curiosos em que o âncora segue a linha de um noticiário, mas com comentários bem ácidos. Veja o que acontece quando miram o Gatorade...

sábado, 22 de dezembro de 2007

Papai Noel interrogado!

Gente, Feliz Natal! Deixando o bolso de lado, desejo a todos muita paz, alegria, harmonia e amor. E para ajudar no segundo item, segue abaixo uma ótima animação do Charges em que o nosso caro Capitão tenta descobrir a que veio o Papai Noel, ícone do consumo nesta época do ano. Pode não parecer, mas a ficha criminal de Papai Noel é extensa, de aliciamento de menores a formação de quadrilha! Um beijo!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Capitalização vale tão a pena quanto a Mega-Sena - parte 2

E dando continuidade, o lado bom da capitalização:
  • você concorre a prêmios e, falando-se de probabilidades, é mais fácil você ganhar algo aqui do que na Mega-Sena. Há alguns anos terminei uma capitalização em que eu paguei por seis anos. Não ganhei coisa alguma, mas pelo que havia calculado, as minhas chances de ganhar algum prêmio, mesmo o menor, era de uma em 360 ou algo assim ao longo de todo o período. Na Mega-Sena, acertar é mais difícil;
  • na capitalização, perde-se menos dinheiro comparando-se à loteria. Afinal, uma parte do que você gasta volta para você. Atenção: há planos que abocanham bem mais. O popularíssimo Tele-Sena, por exemplo, retorna 50% do valor pago corrigido. O meu plano e muitos outros retornam 100% corrigidos;
  • você nunca perderá o bilhete "premiado";
  • em muitos casos, é público o nome do vencedor na capitalização.

Sendo assim, para quem serve a capitalização? Para quem gosta de jogar.

Substituir um hábito por outro pode ser uma experiência interessante. Gastar R$ 50 mensais em loteria é financeiramente mais oneroso do que R$ 50 em capitalização, seja lá qual for. Afinal, uma parte do que você gastou voltará para você no futuro.

Só não vá, por favor, cair na lábia do gerente. Para "guardar dinheiro" a capitalização é péssima, já que perde até para poupança e, no caso de certos títulos, até para o colchão.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Capitalização vale tão a pena quanto a Mega-Sena - parte 1

Seu gerente já tentou vender uma capitalização como um jeito bacana de guardar dinheiro e, ainda por cima, concorrer a prêmios?

Comigo já. Por conta das metas das agências bancárias, o gerente às vezes tem o infeliz trabalho de sugerir produtos com uma abordagem equivocada a fim de alcançar os resultados fixados pela matriz. Resultado: gente incauta acaba comprando gato por lebre e se arrependendo mais tarde porque não era isso exatamente o que o cliente entendia por "guardar dinheiro".

Com a minha experiência em capitalização, entendo o seguinte: capitalização vale tão a pena quanto a Mega-Sena. Aliás, um sortudo em Camboriú (SC) pode embolsar R$ 1 milhão.

Se tomarmos a clássica poupança como um jeito de guardar dinheiro, então destaco as principais diferenças ruins para a capitalização:

  • na capitalização, a remuneração é menor que da poupança - em geral, o dinheiro é corrigido pela TR, ao passo que a poupança é por TR+6% ao ano;
  • na capitalização, uma parte do que você paga é usada para bancar os prêmios, ou seja, nem tudo o que você paga volta corrigido;
  • na capitalização, os prazos para retirada do dinheiro são bem superiores aos 30 dias da poupança. Se você tirar antes do tempo, de alguma forma você pagará por isso - como tendo uma remuneração menor ou não concorrendo aos outros sorteios;
  • os prêmios não costumam ser tão "polpudos" como o da loteria;
  • é bem menos emocionante - diferentemente da loteria, não haverá uma comoção geral no escritório do tipo "não foi desta vez" ao resultado de cada bolão.

Mas não é o fim do mundo! Amanhã falarei sobre algumas coisas boas da capitalização.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Dicas para investir e gastar após CPMF

11 anos de imposto "Provisório" CPMF - que também foi IPMF em 1994... Até que enfim acabou. A Folha Online preparou um breve porém interessante histórico. Estima-se que o governo encontre outras formas de receita, mas espero que simplesmente passe a gastar menos com gastos recorrentes - mais contratação de funcionário, mais ministérios, etc.

De uma maneira geral, não se vê grandes ganhos para o consumidor. A orientação propagada por analistas é adiar compras de maior valor - imóveis e veículos - em que o pagamento não possa ser feito a partir de 1º de janeiro. Explica-se, efetuar o pagamento a partir de 1º de janeiro significa que você não arcará com o 0,38%.

Quanto aos investimentos, a conta-investimento já era um "porto seguro", permitindo ao investidor migrar de um fundo para outro - ou mesmo de uma conta-investimento de uma instituição para outra - sem arcar com a CPMF. Evite, por causa do fim da CPMF, um pula-pula de aplicações. Você continuará arcando com o IOF se efetuar saques até o 30º dia de um fundo.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Costureiros escravizados: o barato tem seu preço

Colegas, a Folha de S. Paulo expõe hoje o "making of" de um boliviano costureiro que tenta a vida no Brasil. É um entre muitos seres invisíveis que se submetem a condições precárias e abastecem com roupas as lojas da cidade de São Paulo por um preço beeeeem em conta. Há um resumo online e um podcast abertos para não-asinantes.

Ao ler a matéria fechada, me surpreendi com as etiquetas encontradas em algumas confecções irregulares em batida da polícia. São redes enormes.

O barato tem seu preço. Se não é a gente que paga, então sou os outros.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Minhas contas, meus atrasos, meus problemas

Vou ser bem sincera: quando se trata de gestão dos meus pagamentos, não sou lá aquelas coisas. Praticamente a cada dois meses, tem algum imposto ou conta que deixo de pagar por pura bagunça! É uma chatice interminável que me custa juros e multa.

Estou fazendo das tripas coração para mudar este hábito imbecil e oneroso. Aqui vão minhas táticas:
  • coloquei tudo na agenda! - é isso aí. Além de aniversário de fulano, festa de sicrano, também consta na minha agenda "pagar GPS", "pagar TV a cabo" e outras. No caso, uso o calendário do Outlook mesmo - eu não dou atenção para as agendas de papel. Acho que o Google tem uma agenda que manda lembretes por e-mail. Para você, recomendo a agenda virtual ou não que você der atenção de fato;
  • tudo para o débito automático - se só eu sou a única responsável pelo pagamento da conta, joguei para o débito automático. Uma preocupação a menos. Em tempo: tem gente que fica escolhendo qual conta pagar de acordo com o que sobra no fim do mês. Neste caso, débito automático não é uma boa saída, pois a prioridade vai de acordo como valor e a multa e juros cobrados. Espero que este não seja seu caso, mas se for, pule esta dica;
  • agendo ou pago antes - o que eu não puder colocar em débito automático, agendo o pagamento via internet banking previamente, assim que recebo o pagamento. Se não tem como agendar, pago um pouco antes - ir a qualquer banco em dias de pico é um pesadelo, ainda mais nesta época do ano!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Previdência privada: PGBL versus VGBL

A chegada do 13º pode ser o começo de uma mudança de hábito importante: guardar para o futuro. Que tal reservar uma parte dos seus recursos para iniciar um plano de previdência?

Agora, que plano fazer? Você já deve ter ouvido falar de PGBL e VGBL. O PGBL permite que você abata da declaração de imposto de renda até 12% da sua receita anual bruta. O pagamento do imposto fica lá na frente, quando você for receber os recursos na forma de aposentadoria. Já o VGBL não conta com nenhuma vantagem fiscal no momento da contribuição e você continua sendo taxado pelo dinheiro que contribuiu. Contudo, quando você receber os recursos lá na frente, não terá de pagar imposto pelo total como ocorre com o PGBL. O Terra tem um guia consolidado interessante sobre o assunto e Mauro Halfeld fez um belo comentário na CBN.

Assim, a escolha por um tipo de plano ou outro será de acordo com seu holerite. Se você tem carteira assinada e tem imposto retido, vale ter um PGBL se utiliza a declaração do modelo completo. Se for um trabalhador informal ou não tem registro em carteira, um VGBL é mais indicado. Dependendo da situação, tem-se os dois: um PGBL para receber 12% da receita bruta anual do cidadão e um VGBL com o excedente.

Atenção: se você tem dívidas pendentes, priorize-as com o seu 13º salário. É um erro começar um plano de previdência ao mesmo tempo em que credores cobram dívidas atrasadas. De nada adianta descobrir um santo para cobrir o outro.

Enquete: e os visitantes da Folha Online participam em peso de enquete sobre guardar, gastar ou pagar dívidas com o 13º. Impressiona a quantidade que disse "guardar"! Menos de 1%!

domingo, 9 de dezembro de 2007

Vai comprar ações do BB?

Se estiver interessada/o, você só tem até 3a. feira - 11/12 - para fazer a reserva da ação. Mais informações estão no site do BB.

Volto a reforçar que não há garantias de rendimento para ações. Além disso, o BB é uma estatal que sofre influência política. Às vezes o comandante do navio não entende muito de maré e quem sai no prejú é a sociedade - o que inclui o acionista. Sem falar em mensalões...

Sigo da opinião que o melhor para mim ainda é investir em um fundo com papéis de várias empresas. Assim, diversifico e não invisto tudo em um só.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Pesquise e tome cuidado com compras online

Com um trânsito enlouquecedor, estresse nos shoppings e uma lista interminável de presentinhos para comprar, a Internet pode ser uma "amiga" para facilitar a vida. Pode valer mais a pena pagar R$ 3 a R$ 10 de frete do que gastar um tantão de tempo, paciência e gasolina para comprar a mesma coisa.

O BuscaPé é o que eu normalmente uso. Digita-se o nome do produto e surge a cotação do produto em diversas lojas online. Com esta informação, o consumidor pode ir à campo, nas lojas de tijolo, com outras referências de preço.

Ajuda muito, mas não caia na tentação de comprar do mais barato sem considerar o nome da loja. Explico: muitas vezes o site é lindo, mas a loja e a organização por trás é um moquifo. É pagar para perder o dinheiro e muito, muito tempo. E não se deixe levar pelos comentários online no BuscaPé! Muitas vezes, os positivos são feitos pelos donos e funcionários das lojas. Confira os negativos também.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Conheça as tarifas do seu banco - e dos concorrentes

Em geral, qualquer notícia sobre o bom desempenho de uma instituição financeira vem acompanhada sobre os ganhos com as tarifas cobradas de nós, mortais - matéria sobre como bancos lucram com juros baixos foi veiculada no Estadão. Enquanto o governo posa de bonzinho sugerindo "congelamento de tarifas" e os esclarecidos especialistas criticam, fica a cargo do consumidor identificar onde pagará menos pelo serviço recebido.

A Federação Brasileira dos Bancos - FEBRABAN - reúne na web as tarifas de muitas instituições financeiras de varejo do país. Vale a pena conferir para ver como anda a oferta sugerida pelo seu banco.

Antes de pular de galho, contudo, recomendo conversar com um correntista da instituição para onde você pretende ir. Explico: se você economizar R$ 10 em tarifas por mês, mas ser atazanado pelo contact center no sábado de manhã, acho que você saiu perdendo...

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

13º: salde suas dívidas

Seja na TV, rádio ou jornal, a primeira recomendação que qualquer consultora ou consultor financeiro dá em relação ao 13º é saldar as dívidas – cá está comentário de Mauro Halfeld que não me deixa mentir. Já conheci pessoas que preferiam turbinar a previdência privada no fim do ano, mas continuar devendo o rotativo do cartão de crédito.

Leitor, leitora, não faça isso. É incomum um investimento valer mais a pena - ou seja, render mais - do que os juros cobrados de financiamentos para consumo. É melhor se preparar para uma virada de ano sem corda no pescoço. Pode ser o caminho para evitar situações mais drásticas como a comentada no blog Dinheirama.

Em tempo: se estiver faltando 13º para fazer tudo que o Halfeld comenta, não se preocupe. A sensação é normal e, devo dizer, generalizada. ;-)

domingo, 2 de dezembro de 2007

Cala-te, telefone!

Eu deveria ter recebido uma ligação hoje de um prospect que conheci semana passada, mas não rolou. Imaginava que poderia surgir entre nós um investimento mútuo de curto prazo, mas, infelizmente, acho que os ativos se depreciaram e eu nem vi acontecer... :-( Restou ligar para minhas companheiras e tentar definir algo para fazer no fim de semana.

O telefone amigo nos momentos em que buscamos algum apoio das amigas nos apunhá-la pelas costas toda vez que a conta chega. Falar é pagar, simples assim. Uma colega me perguntou o que fazer com a 2ª linha de telefone dela. Bati um papo e reproduzo aqui algumas das idéias discutidas e outras que tive depois do bate-papo. Importante:
  • ela precisa da 2ª linha, da irmã, para que a conta fique separada mesmo
  • não adianta pedir o "linha da economia" da Telefónica, pois fazer ligações interurbanas e receber a cobrar é necessário
  • a linha não é usada para internet
Com base nisso, considero:
  • Livre, da Embratel - há opções pré e pós-pago do telefone fixo que usa um aparelho sem fio parecido com um celular. Os custos de ligações interurbanas são descontados dos créditos do aparelho ou do valor da assinatura mensal - diferentemente do que acontece com a Telefónica. A um preço de R$ 0,24 o minuto de DDD no fim de semana, o Livre-Pós mensal de R$ 28 daria para 116 minutos de papo;
  • Tim Casa Flex, da Tim - pode ser uma oportunidade para eliminar um celular da irmã e ganhar uma linha fixa menos cara;
  • Skype - não perguntei, mas se tiver computador e banda larga, pode sair bem em conta. Para ligar para um fone fixo no Brasil, sai R$ 0,14 o minuto. Em Brasília, Rio e São Paulo, sai um pouco mais barato. A lista completa de preços está no site do Skype;

De qualquer forma, mantendo do jeito que está, com um telefone básico da Telefónica, o jeito é usar o aparelho apenas para o que for essencial e evitar os papos longos. Será um "cala-te" para as contas gordas.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

BM&F: aguenta coração!

Na estréia da ação da BM&F, o papel fechou com uma valorização de 22%. Houve travamento do sistema da Bovespa em um dia em que o papel chegou a valorizar-se 25%. Isso, para mim, é emoção demais. Se alguém comprou no pico de valorização, perdeu 3% até o momento. Quem conseguiu reservar quase R$ 1900 pode ter faturado uns R$ 380, mas, não pôde vender a ação no dia de abertura. Para mim, isso é emoção demais. Prefiro brincar de achar o meu cachorro no Ibirapuera - ele sempre se perde por lá.

BM&F – foi ou não foi?

A abertura de capital da BM&F (IPO) teve tanto impacto, puxado pelo bem-sucedido IPO da Bovespa, que até uma colega com quem divido o mesmo cabeleireiro sugeriu que eu falasse sobre o assunto.

Olha, não há garantia de que a ação, que começa a ser negociada hoje, irá subir. Espera-se que vá subir, já que a procura pela ação foi enorme e todo investidor pessoa física só conseguiu reservar até quase R$ 1900, como noticiado pela Folha e precisou firmar o compromisso de que não irá vender no dia em que as negociações começarem.

Analistas dizem que, antes de entrar em uma barca, o investidor conheça os mares por onde irá navegar. Sinceramente, não invisto diretamente na Bolsa. “Terceirizo” o investimento por meio de um fundo. E também não acho apropriado investir em algo e esperar um retorno relâmpago. Já fiz isso e quebrei a cara.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Poupança ganha de fundo conservador?

Depende. Com a queda dos juros básicos no Brasil - a tal da Selic - cai também a remuneração do títulos da dívida pública brasileira. Títulos da dívida pública são o o principal ativo os fundos de investimento. Resumindo: você dá um dinheirinho para o banco, que então junta com um dinheirinho de vários outros clientes e com o dinheirão todo o banco compra títulos do governo.

Bom, com esses títulos em queda, a taxa de administração cobrada pelos bancos passa a corroer mais a rentabilidade dos fundos conservadores (DIs e renda fixa) e, diferentemente da poupança, paga-se CPMF e imposto de renda sobre os investimentos em fundos.

A dica é a seguinte: fique de olho na taxa de administração das opções de fundo e evite os fundos que forem elevados.

Para complementar há um artigo na Época e outro antigo da Você S/A que explicam a relação poupança x fundo conservador.

"Qual o melhor fundo para investir?"

Uma colega me pergutou o melhor fundo para ela aplicar. Ela disse que é algo novo para ela, já que aplica só na boa e velha - e segura - poupança. Minha reposta aqui: o melhor fundo é aquele que é adequado à finalidade do investimento, é compatível com a tolerância ao risco da investidora e está dentro de uma "janela de tempo". Com essa mentalidade, ao invés de apenas "poupar", define-se um objetivo para o qual se guarda o dinheiro por um período.

Tudo isso varia conforme a pessoa. Um cidadão com uma viagem para os EUA daqui um mês pode optar guardar o dinheiro em um fundo cambial, a fim de "proteger-se" contra uma eventual variação do dólar em relação ao real. Se subir ou descer, pouco importará, pois a razão do investimento é fazer com que o dinheiro que será gasto na viagem não perca seu valor lá fora.

Um estudante que fará um curso ano que vem pode optar por um fundo conservador - ou poupança, dependendo do caso - para juntar o dinheiro que virará o curso no próximo ano.

Na minha opinião, pode investir em um fundo de ações quem não precisar do dinheiro nos próximos cinco anos e não sentir pavor se de um mês para o outro o valor diminuir 20% ou 30% sem qualquer garantia de que poderá subir novamente .

"CINCO ANOS?!? 20 ou 30%?!? SEM GARANTIA!?!", talvez se pergunte. Olha, vivemos um período feliz. O Ibovespa, principal índice da Bovespa, subiu mais de 30% este ano, mesmo com as perdas deste mês. No entanto, tudo muda e nunca se sabe quando isso acontecerá. Pensar no longo prazo torna tudo mais tranqüilo.

domingo, 25 de novembro de 2007

Fuja do cheque especial!

Importante: visitantes, este blog agora aceita comentários de anônimos. Exponha dúvidas, conteste ou complemente!

Esta é uma resposta a um pedido de um colega, sobre como diminuir dívidas. É um assunto bem relevante pois o Natal se aproxima, e o 13º na conta bancária dá aquela sensação de enorme poder aquisitivo. Nada mais comum do que comprar mais do que se pode e cair na "pindura" do cheque especial - o crédito mais caro, desaconselhado até pelo presidente do Banco Central.

A primeira página da Folha de S.Paulo hoje destaca o crescimento de 19% no uso do cheque especial no ano - assinante da Folha ou UOL. Entre as razões apresentadas para o crescimento, Miguel José Oliveira – vice-presidente da Anefac – aponta a falta de orientação do cliente em usar o produto. Afinal, abre-se uma conta e já se "ganha" a possibilidade de usar o crédito. Sem perceber, o descuidado ou descuidada deverá metade do seu salário mensal... Há um bom artigo na web sobre como negociar vantagens com o cheque especial.

Uma vez no fundo do poço, pagando uma tarifa de quase 140% de juros ao ano no cheque especial, é hora de trocar uma dívida pesada por outra menos terrível. Peça ao gerente do banco um crédito pessoal para pessoa física - com uma taxa de quase 50% ao ano e cubra o rombo. Sai muito mais em conta do que protelar em tapar o buraco do cheque e você deixa de pagar 90% ao ano sobre a dívida.

Existe também o crédito consignado - descontado já na folha de pagamento ou do INSS - com uma taxa menor. Só tome cuidado para não pagar e comprometer sua fonte de renda.

Dúvida: o Banco Real permite ao cliente usar o cheque especial por 10 dias mensais sem cobrar. Se ele usar por 11 dias, é cobrado por todo o período. Alguém conhece outra instituição que faça isso? Havia, há muito tempo, um banco chamado Exel que também dava esta boiada. Hoje acho que é só o Real...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Luta de titãs: comprar X economizar

Agradeço aos que escreveram com sugestões e elogios. Não esperava uma receptividade tão calorosa. Fiquei tão feliz que comprei para meu pincher uma bolinha nova perto do trabalho. Ele gostou muito, mas isso me saiu R$ 15. No caminho de casa, vi que o petshop perto cobrava R$ 10 pela mesma bola. Resumo: no meu impulso, paguei R$ 5 a mais por algo que, sinceramente, meu amigo estridente não sentiria muita falta. Ele já se diverte com meus chinelos.

Coincidência ou não, duas colegas comentaram hoje que buscam formas de fazer sobrar um dinheirinho a mais do orçamento mensal. Em geral, a compra por impulso é um dos principais problemas.

É um ciclo vicioso: vê-se, encanta-se, compra-se, sofre-se para pagar... Sapatos, vestidos, perfumes para nos fazerem sentir ainda mais maravilhosas trazem consigo os compromissos de bancar esses sonhos. E os homens se enforcam com ridículos hometheater e computadores... Jamais entenderei.

Como colocar ordem? Algumas dicas:
  • seja sistemática. Coloque em uma tabela todos - TODOS - os seus gastos mensais. Isso vai da assinatura da TV por assinatura, passa pelos DVDs da 3a. temporada do Lost, inclui cafezinhos, plano de saúde, vaquinhas de aniversário, baladas e outros. Os seus gastos anuais como seguro de carro, IPVA, IPTU e outros, divida por 12 e adicione na planilha
  • pratique o desapego. Com a tabela em mãos, veja onde você poderá efetuar cortes. Sim, você terá de abrir mão de luxos para guardar dinheiro. Isso não significa que terá de queimar o cartão de crédito ou gastar 4 minutos para desligar todos os eletrônicos da sua casa sempre que sai para o trabalho. Corte os gastos com os itens que você comprou, mas acabou nem usando. Algumas colegas tem mais de 30 pares de sapato. Elas usam, mas eu não conseguiria!
  • sinta a culpa. Lembra os recibos do cartão de crédito após cada compra? Guarde-os junto do cartão de crédito na carteira. Na hora de pagar seu próximo sonho, você verá todos os recibos - ou seja, compromissos futuros assumidos. Espera-se que você se sinta culpada(o) e deixe de efetuar a compra.
  • poupe automaticamente. Todo internet banking que se preza tem uma opção para transferir uma quantia estabelecida pelo cliente automaticamente em uma determinada data do mês para um fundo ou poupança. Comece a fazer isso, com valores "cabíveis" se não rola uma frustração depois por sacar a grana para cobrir rombos.

Sobre a poupança, contudo, há ressalvas. Confira comentário recente de Mauro Halfeld, comentarista da CBN, sobre o assunto.

Brainstorm calórico

Gente, este post aqui tá fora de finanças pessoais: recomendo chocolate para atividades como brainstorm, pois açúcar e cacau tendem a deixar qualquer um mais animado em uma discussão, mesmo que seja bem, digamos, árida. Hoje funcionou!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Chocólatra pergunta: consórcio compensa?

Hoje um colega meu chocólatra perguntou se valia a pena entrar em um consórcio para comprar o carro. A resposta minha foi o bom e velho "depende".

O consórcio é uma alternativa interessante para adquirir qualquer bem - casa, carro, moto, etc. Não há uma incidência de juros, mas sim uma taxa de administração sobre todo o montante "consorciado". Sem os juros, as mensalidades tendem a ser mais humanas do que um financiamento por um período semelhante.

Então, onde está a pegadinha? Acontece que no consórcio o cidadão não recebe a carta de crédito quando entra no grupo e começa a pagar as mensalidades. Até onde sei, isto é o que ocorre no financiamento convencional, da Casas Bahia ao financiamento imobiliário. No consórcio, para obter o crédito, há apenas dois jeitos: ou dá o lance vencedor ou é sorteado. E isto pode levar mais tempo do que o consorciado imagina. Eu, por exemplo, nunca ganhei uma só rifa. Se entrasse numa barca dessas, teria de guardar um money para o lance. Para mim, não funcionaria, pois a minha grana está reservada para outros fins.

Em um consórcio, o grupo de consorciados banca para que todo mês duas pessoas sejam contempladas - uma por lance e outra por sorteio. No financiamento, obtém-se o crédito para adquirir o bem e então paga-se pelo crédito obtido.

Assim, a minha dica é recorrer ao consórcio quando não há urgência para obter o bem - o que é ótimo -, tem-se uma boa quantia para fazer o lance ou conta com a sorte sorrindo ao seu lado. Permanecer mais da metade do período de vigência em um consórcio é, ao meu ver, nada doce. Afinal, seus recursos poderiam estar em alguma aplicação bem mais rentável do que empatados para um bem que você ainda não recebeu - a carta de crédito.

Simulações: praticamente todas instituição tem algum simulador de consórcio. Experimente algumas: Bradesco, Itaú e Real.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Diminua anuidade do cartão

Você já ligou para a central de crédito e pediu um desconto na anuidade? Não!?! Então sugiro que faça isso. Praticamente todas as instituições financeiras concedem até seis meses de gratuidade na anuidade do cartão de crédito, desde que os clientes peçam. Pode parecer ninharia, mas, dependendo do cartão de crédito, isso é uma economia de quase R$ 100 - o que não é de jogar fora e compensa alguns minutos no contact center.

Agora, se você já barganhou, existe ainda a alternativa de pular de "galho-em-galho" para as diferentes administradoras de cartão de crédito. Como há sempre a 1a. anuidade grátis, fazer rodízio anual é uma saída para nunca arcar com esse gasto.

Outra alternativa é identificar onde conseguir um cartão de crédito que isenta o portador de anuidade, o que é normalmente atrelado a um gasto mensal mínimo. Estas propostas são muito mais razoáveis do que algumas feitas por outras instituições financeiras. Enquanto certos bancos exigem gastos mensais de R$ 3 mil ao mês no cartão para isentar o cliente da anuidade, outros bancos e financeiras exigem um gasto mensal menor para eliminar a anuidade.

Já recebi uma proposta da Claro e Fininvest de um cartão nacional MasterCard em que eu não precisaria pagar anuidade se mantivesse um gasto mensal de R$ 200. Confira em http://www.mundosemfio.com.br/news/000160.shtml