sábado, 22 de dezembro de 2007

Papai Noel interrogado!

Gente, Feliz Natal! Deixando o bolso de lado, desejo a todos muita paz, alegria, harmonia e amor. E para ajudar no segundo item, segue abaixo uma ótima animação do Charges em que o nosso caro Capitão tenta descobrir a que veio o Papai Noel, ícone do consumo nesta época do ano. Pode não parecer, mas a ficha criminal de Papai Noel é extensa, de aliciamento de menores a formação de quadrilha! Um beijo!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Capitalização vale tão a pena quanto a Mega-Sena - parte 2

E dando continuidade, o lado bom da capitalização:
  • você concorre a prêmios e, falando-se de probabilidades, é mais fácil você ganhar algo aqui do que na Mega-Sena. Há alguns anos terminei uma capitalização em que eu paguei por seis anos. Não ganhei coisa alguma, mas pelo que havia calculado, as minhas chances de ganhar algum prêmio, mesmo o menor, era de uma em 360 ou algo assim ao longo de todo o período. Na Mega-Sena, acertar é mais difícil;
  • na capitalização, perde-se menos dinheiro comparando-se à loteria. Afinal, uma parte do que você gasta volta para você. Atenção: há planos que abocanham bem mais. O popularíssimo Tele-Sena, por exemplo, retorna 50% do valor pago corrigido. O meu plano e muitos outros retornam 100% corrigidos;
  • você nunca perderá o bilhete "premiado";
  • em muitos casos, é público o nome do vencedor na capitalização.

Sendo assim, para quem serve a capitalização? Para quem gosta de jogar.

Substituir um hábito por outro pode ser uma experiência interessante. Gastar R$ 50 mensais em loteria é financeiramente mais oneroso do que R$ 50 em capitalização, seja lá qual for. Afinal, uma parte do que você gastou voltará para você no futuro.

Só não vá, por favor, cair na lábia do gerente. Para "guardar dinheiro" a capitalização é péssima, já que perde até para poupança e, no caso de certos títulos, até para o colchão.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Capitalização vale tão a pena quanto a Mega-Sena - parte 1

Seu gerente já tentou vender uma capitalização como um jeito bacana de guardar dinheiro e, ainda por cima, concorrer a prêmios?

Comigo já. Por conta das metas das agências bancárias, o gerente às vezes tem o infeliz trabalho de sugerir produtos com uma abordagem equivocada a fim de alcançar os resultados fixados pela matriz. Resultado: gente incauta acaba comprando gato por lebre e se arrependendo mais tarde porque não era isso exatamente o que o cliente entendia por "guardar dinheiro".

Com a minha experiência em capitalização, entendo o seguinte: capitalização vale tão a pena quanto a Mega-Sena. Aliás, um sortudo em Camboriú (SC) pode embolsar R$ 1 milhão.

Se tomarmos a clássica poupança como um jeito de guardar dinheiro, então destaco as principais diferenças ruins para a capitalização:

  • na capitalização, a remuneração é menor que da poupança - em geral, o dinheiro é corrigido pela TR, ao passo que a poupança é por TR+6% ao ano;
  • na capitalização, uma parte do que você paga é usada para bancar os prêmios, ou seja, nem tudo o que você paga volta corrigido;
  • na capitalização, os prazos para retirada do dinheiro são bem superiores aos 30 dias da poupança. Se você tirar antes do tempo, de alguma forma você pagará por isso - como tendo uma remuneração menor ou não concorrendo aos outros sorteios;
  • os prêmios não costumam ser tão "polpudos" como o da loteria;
  • é bem menos emocionante - diferentemente da loteria, não haverá uma comoção geral no escritório do tipo "não foi desta vez" ao resultado de cada bolão.

Mas não é o fim do mundo! Amanhã falarei sobre algumas coisas boas da capitalização.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Dicas para investir e gastar após CPMF

11 anos de imposto "Provisório" CPMF - que também foi IPMF em 1994... Até que enfim acabou. A Folha Online preparou um breve porém interessante histórico. Estima-se que o governo encontre outras formas de receita, mas espero que simplesmente passe a gastar menos com gastos recorrentes - mais contratação de funcionário, mais ministérios, etc.

De uma maneira geral, não se vê grandes ganhos para o consumidor. A orientação propagada por analistas é adiar compras de maior valor - imóveis e veículos - em que o pagamento não possa ser feito a partir de 1º de janeiro. Explica-se, efetuar o pagamento a partir de 1º de janeiro significa que você não arcará com o 0,38%.

Quanto aos investimentos, a conta-investimento já era um "porto seguro", permitindo ao investidor migrar de um fundo para outro - ou mesmo de uma conta-investimento de uma instituição para outra - sem arcar com a CPMF. Evite, por causa do fim da CPMF, um pula-pula de aplicações. Você continuará arcando com o IOF se efetuar saques até o 30º dia de um fundo.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Costureiros escravizados: o barato tem seu preço

Colegas, a Folha de S. Paulo expõe hoje o "making of" de um boliviano costureiro que tenta a vida no Brasil. É um entre muitos seres invisíveis que se submetem a condições precárias e abastecem com roupas as lojas da cidade de São Paulo por um preço beeeeem em conta. Há um resumo online e um podcast abertos para não-asinantes.

Ao ler a matéria fechada, me surpreendi com as etiquetas encontradas em algumas confecções irregulares em batida da polícia. São redes enormes.

O barato tem seu preço. Se não é a gente que paga, então sou os outros.