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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Renda fixa, perdas e mico


Angry Monkey, upload feito originalmente por dboy.

Gente, mil perdões por andar tão sumida. Muitos compromissos na vida pessoal e profissional têm me afastado muito do meu blog. Peço outra vez para que continuem escrevendo, pois sempre recebo e-mails dos leitores, junto com dicas sobre o que abordar.

Desta vez, um colega meu foi surpreendido com um "seguro" fundo renda fixa dando prejú. Ou seja, ao invés de registrar aquela rentabilidade normalmente um pouco acima da poupança, o que houve foi uma perda da grana depositada no mês.

Isso ocorre por conta da disparada dos juros e a crise mundial. Como fundos de renda fixa investem em ativos prefixados, os juros pagos por esses títulos são definidos na hora que os títulos são comprados e essa taxa de juros tem muito a ver com o sentimento do mercado no momento.

Quem compra o título num momento céu de brigadeiro, tende a receber um juros baixo, porque a percepção é de que tudo vai bem. No caos generalizado que temos enfrentado nos últimos meses, a percepção de risco disparou, assim como as taxas dos novos títulos prefixados. Quem estava com um título antigo, do tipo "céu de brigadeiro", ficou com um mico e os fundos passaram a registrar perda.

Ao meu ver, a jogada não é sacar o dinheiro agora, já que a perspectiva é de que os juros de prefixados subir. Contudo, quem não quer ver o dinheiro passar por "rentabilidade negativa" tem que aplicar em poupança - mas ainda assim correr o risco comum de ver o rico dinheiro comido pela inflação, que normalmente sobe mais que a poupança.

terça-feira, 13 de maio de 2008

CDB em alta: o lado bom da crise ruim dos EUA

Tudo tem dois lados. Há um lado positivo para quase tudo que é ruim. A coisa ruim da vez é a crise nos EUA. A outra coisa ruim, para os bancos, que está mais caro captar recursos no exterior, ou seja, para a instituição financeira conseguir recursos lá fora para usar por aqui, é necessário pagar mais juros para os investidores, que não se sentem lá muito seguros no momento.

Agora a coisa boa, para nós, pequenos investidores: que fazem os bancos? Aumentam os juros pagos pelo CDB, uma aplicação de renda fixa bem segura. Consulte seu banco e analise se não vale mais a pena do que investir em um fundo de renda fixa ou mesmo a poupança.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Poupança capta cinco vezes mais em 2007

Eis que a poupança captou mais de R$ 33 bilhões em 2007, mais de cinco vezes a captação do ano anterior. Com a apuração de dezembro, o investimento mais conservador do país já está no 16º mês de captação positiva.

Por que a poupança ainda seduz tanto? Além de ser um investimento acessível, tradicional e fácil de entender, sua isenção de imposto de renda atraiu ao longo do ano diversos investidores de fundos de renda fixa que viram, aos poucos, os seus rendimentos minguarem ao longo do período. Faça chuva, faça sol, a poupança sempre paga TR + 6% ao ano. Ou melhor, pagava. O governo estipulou ano passado uma regra de "recálculo" da poupança e FGTS caso a Selic caia demais, com o intuito de não esvaziar o financiamento imobiliario.

Fundos de renda fixa e atrelado a juros (DI), no entanto, estão diretamente ligados à taxa de juros básica praticada no país (Selic), que sofreu vários cortes em 2007, pagam taxas de administração e imposto de renda - 20% sobre os rendimentos. Juros em baixa e custos acabaram fazendo com quealguns fundos rendessem menos que a poupança. Aí, o investidor conservador migrou de um para o outro.

Fico me perguntando, será que algum conservador tentou um fundo de ações ano passado? Com a Bovespa entre os líderes de rendimento, quem aplicou em FIFs de ações provavelmente saiu ganhando...